24 de set. de 2012

Do Sábado para o Domingo


A transgressão da lei de Deus no início foi a porta de entrada para o pecado neste mundo e, ainda hoje, milhões continuam pisando os preceitos divinos.1 A substituição do sábado pelo domingo não é um assunto que a Igreja de Roma (Igreja Católica Apostólica Romana) negue ou procure esconder, pelo contrário, ela admite francamente e aponta na verdade com orgulho, como evidência de seu poder de alterar os mandamentos do Decálogo. Existem vários registros literários pertencentes a essa Igreja que comprovam esta modificação.

Na obra do Rev. Peter Geiermann, "The Convert's Catechism of Catholic Doctrine",2 que recebeu em 25 de janeiro de 1919 a bênção do Papa Pio X, extrai-se:
Pergunta: Qual é o dia de repouso?
Resposta: O dia de repouso é o sábado.
Pergunta: Por que observamos o domingo em lugar do sábado?
Resposta: Observamos o domingo em lugar do sábado porque a Igreja Católica transferiu a solenidade do sábado para domingo.
Pergunta: Por que a Igreja Católica substituiu o sábado pelo domingo?
Resposta: A Igreja substituiu o sábado pelo domingo, porque Cristo ressuscitou dos mortos num domingo, e o Espírito Santo desceu sobre os apóstolos em um domingo.
Pergunta: Com que autoridade a Igreja substituiu o sábado pelo domingo?
Resposta: A Igreja substituiu o sábado pelo domingo pela plenitude do poder divino, que Jesus Cristo conferiu a ela.
O arcebispo de Nova Iorque, John McCloskey, aprovou a obra "A Doctrinal Catechism"3 de autoria do Rev. Stephen Keenan na qual se obtém o seguinte:
Pergunta: A Igreja tem o direito de determinar dias de festa?
Resposta: A Igreja Cristã tem certamente o direito, o mesmo que a Igreja Judaica possuía.
(...)
Pergunta: Você tem outra maneira de provar que a Igreja tem o poder de instituir festas mediante preceito?
Resposta: Se ela não tivesse esse poder, não teria feito aquilo que todas as modernas religiões concordam com ela: - ela não teria substituído a observância do sábado, o sétimo dia, pela observância do domingo, o primeiro dia da semana; mudança para a qual não há autoridade Escriturística.
E, o Rev. Henry Turberville4 endossa as declarações do Rev. Stephen Keenan respondendo:
Pergunta: Como podeis provar que a Igreja tem poder para ordenar festas e dias santos?
Resposta: Pelo próprio fato de mudar o sábado para o domingo, com que os protestantes concordam; e dessa forma eles ingenuamente se contradizem, ao guardarem estritamente o domingo e transgredirem outros dias de festa maiores e determinados pela mesma Igreja.
O arcebispo James Gibbons confirma, também, que a Igreja de Roma é a autora da observância dominical adotada pelo cristianismo:
"Todavia podeis ler a Bíblia de Gênesis ao Apocalipse, e não encontrareis uma única linha autorizando a santificação do domingo. As Escrituras ordenam a observância religiosa do sábado, dia que nós nunca santificamos."5 "A Igreja Católica, a mais de mil anos antes da existência de um único protestante, em virtude de sua divina missão, mudou o dia de sábado para o domingo. (...) O descanso cristão é, por conseguinte, neste dia, o consequente reconhecimento da Igreja Católica como esposa do Espírito Santo, sem uma palavra divergente do mundo protestante."6
O apologista francês, monsenhor Ségur, interpõe o protestantismo quanto a guarda do domingo dizendo:
"Foi a Igreja Católica que, por autorização de Jesus Cristo, transferiu este repouso para o domingo em memória da ressurreição de nosso Senhor. Dessa forma, a observância do domingo pelos protestantes é uma homenagem que eles prestam, contradizendo-se a si próprios, a autoridade da Igreja."7
O periódico "The Catholic Press of Sydney",8 (Australian, 25 of august of 1900), declara:
"O domingo é uma instituição católica e a reivindicação à sua observância só pode ser defendida nos princípios católicos. (...) Do princípio ao fim das Escrituras não há uma única passagem que autorize a transferência do culto público semanal do último dia da semana para o primeiro."
Tomás de Aquino (Thomas Aquinas) foi um padre dominicano, teólogo e cognominado Doctor Communis ou Doctor Angelicus. Comentando sobre a mudança do sábado para o domingo, ele afirma:
"Na nova lei, a observância do dia do Senhor(a) tomou o lugar da observância do sábado não em virtude de preceito mas pela instituição da Igreja e o costume do povo cristão."9
Eusébio, que foi bispo de Cesarea, ratifica a declaração de Tomás de Aquino, revelando:
"Todas as coisas que era dever fazer no sábado, estas nós as transferimos para o dia do Senhor(b), como o mais apropriado para isso, este [domingo] é o principal na semana, é mais honroso que o sábado judaico."10
Gaspare de Fosso, arcebispo de Reggio, por ocasião do Concílio de Trento fez a seguinte afirmativa:
"(...) O sábado, o mais glorioso dia da lei, foi modificado para o 'dia do Senhor'(c). (...) Estes e outros assuntos similares não cessaram em virtude dos ensinamentos de Cristo (pois Ele declarou que não veio para destruir a lei e sim para cumpri-la), mas foram modificados pelaautoridade da Igreja."11
Karl Keating, apologético católico, defende o catolicismo e ataca o protestantismo declarando:
"Não obstante, os fundamentalistas se reúnem para adoração no domingo. Contudo, não existe evidência na Bíblia de que a adoração coletiva deveria ser feita aos domingos. (...) Foi a Igreja Católica que decidiu que o domingo seria o dia de adoração para os cristãos, em homenagem à ressurreição [de Jesus]."12
O teólogo e historiador católico, John Laux, acrescenta ainda:
"Alguns teólogos têm sustentado que Deus determinou precisamente o domingo como dia de adoração na 'nova lei', e que Ele mesmo, explicitamente, substituiu o sábado pelo domingo. Entretanto, esta é uma teoria totalmente desacreditada. Agora, é comumente aceito que Deus simplesmente concedeu à sua Igreja [Católica] o poder para dispor qualquer dia ou dias que achar apropriado como dias santos. AIgreja escolheu o domingo, o primeiro dia da semana, e no decorrer do tempo acrescentou outros dias como santos. (...) Se consultarmos a Bíblia unicamente, ainda deveremos guardar o santo dia de Descanso, que é o sábado."13
A "Enciclopédia Católica" também esclarece a autoria da guarda do domingo entre os cristãos:
"Escrito pelo dedo de Deus em duas tábuas de pedra, este código divino foi recebido do Todo-Poderoso por Moisés entre os trovões sobre o Monte Sinai, e através dele se fez o fundamento da Lei Mosaica. Cristo resumiu estes mandamentos no duplo preceito da bondade - amor a Deus e ao próximo. (...) A Igreja [Católica], por outro lado, depois de mudar o dia de descanso do Sábado Judaico, ou sétimo dia da semana, para o primeiro, criou o Terceiro Mandamento referente ao domingo, como o dia para ser santificado como o dia do Senhor."14
O reverendo católico John Anthony O'Brien, e professor de teologia (especialista em teologia moral e ética cristã), assim expõe a relação do protestante com a observância dominical:
"Todavia, visto que o sábado, não o domingo, é especificado na Bíblia, não é curioso que os não-católicos que professam obter sua religião diretamente da Bíblia e não da Igreja, observem o domingo em lugar do sábado? Sim, certamente, isto é inconsistente. (...) Eles mantêm o costume [de observar o domingo], apesar dele repousar sobre a autoridade da Igreja Católica e não sobre um texto explícito da Bíblia. Esta observância permanece como uma lembrança da Igreja Mãe da qual as seitas não-católicas se separaram - tal como um garoto que foge de casa mas ainda carrega em seu bolso uma fotografia da mãe ou uma mecha de seu cabelo."15
Lutero dizia que as Sagradas Escrituras e não a tradição da Igreja Católica, representavam o guia de sua vida. Seu lema foi sola Escriptura (Bíblia e a Bíblia somente). John Eck, um dos mais destacados defensores da fé católica romana, atacou Lutero neste ponto reivindicando que a autoridade da Igreja de Roma encontrava-se acima das Escrituras. Ele desafiou Lutero no tocante à observância do domingo em lugar do sábado dizendo:
"As Escrituras ensinam: 'Lembra-te do dia de sábado para o santificar; seis dias trabalharás e farás toda a tua obra, mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus.' Entretanto, a Igreja mudou o sábado para o domingo com base em sua própria autoridade, e para isto você [Lutero] não tem Escritura."16
A literatura católica "The Clifton Tracts"17, volume IV, questiona os protestantes quanto a prática de observar o domingo:
"Vou propor uma pergunta simples e extremamente séria, e rogo a todos os que professam seguir 'a Bíblia e a Bíblia somente' a darem cuidadosa atenção. Ei-la: Por que você não santifica o dia de Descanso?

(...) Você irá me responder, talvez, que santifica o dia de Descanso; visto que você se abstém de todos os negócios do mundo e, diligentemente vai à igreja fazer suas orações, e, lê a sua Bíblia em casa, a cada domingo de sua vida.

Entretanto o domingo não é o dia de Descanso. Domingo é o primeiro dia da semana; o dia de Descanso é o sétimo dia da semana. O onipotente Deus não deu um mandamento na qual os homens deveriam santificar um dia em sete, mas Ele designou Seu próprio dia, e disse claramente: 'Tu santificarás o sétimo dia'; e Ele atribuiu uma razão para a escolha deste dia ao invés dos outros - uma razão que pertence apenas ao sétimo dia da semana, e não pode ser aplicada aos demais. Ele disse: 'Porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou.' O Deus Todo-Poderoso ordenou que todos os homens deveriam descansar de suas atividades no sétimo dia, porque Ele também descansou nesse dia: Ele não descansou no domingo, mas no sábado. (...) O onipotente Deus designou o sábado para ser santificado, não domingo. Por que você então santifica o domingo, e não o sábado?

(...) Você irá me dizer que o sábado era um descanso judaico, e que o descanso cristão foi mudado para o domingo. Mudado! Mas por quem? Quem tem autoridade para mudar um mandamento expresso do Deus Onipotente? Quando Deus disse: 'Lembra-te do dia de sábado para o santificar', quem ousaria dizer: 'Não, tu podes trabalhar e fazer qualquer tipo de atividade secular no sétimo dia'; porém, tu santificarás o primeiro dia em seu lugar? Esta é a pergunta mais importante, à qual não sei como poderás responder.

Você é um protestante, afirma seguir a Bíblia e a Bíblia apenas; e neste assunto tão importante, como a observância de um dia em sete, como dia santo, você vai contra a clara letra da Bíblia e considera outro dia no lugar daquele em que ela ordena. O mandamento para santificar o sétimo dia é um dos Dez Mandamentos; você acredita que os outros nove ainda são obrigatórios; quem vos deu autoridade para modificar o quarto? Se você é coerente com os seus próprios princípios, se você realmente segue a Bíblia e a ela unicamente, você deve ser capaz de apresentar alguma parte do Novo Testamento na qual o quarto mandamento foi expressamente alterado. (...)

A atual geração de protestantes guarda o domingo em lugar do sábado, porque o recebeu como parte da religião cristã da geração passada, e esta recebeu da geração anterior, e assim por diante; geração após geração (...) deixou esta parte específica da fé e prática católica intocável. (...) Tanto você [protestante] como nós [católicos], na verdade, seguimos a tradição nesta questão; mas nós a seguimos crendo que faz parte da Palavra de Deus e que a Igreja [Católica] tem sido divinamente designada a sua guardiã e intérprete; você a segue, denunciando-a constantemente como uma guia falível e traidora, que freqüentemente 'tem invalidado o mandamento de Deus'."


Vídeo relacionado: O Sétimo Dia - Programa 04
abc. Acesse: O "dia do SENHOR"
1. TREZZA, C. A. (1970). A Suprema Esperança do Homem, 1.ª ed., São Paulo: CPB, p. 48.
2. GEIERMANN, P. (1995). The Convert's Catechism of Catholic Doctrine, TEACH Services, Inc., p. 50; (Imprimi Potest: Francis J. Fagen, C.SS.R, provincial. Nihil Obstat: M. J. Bresnahan, censor librorum. Imprimatur: Joannes J. Glennon, S.T.D., archiepiscopus).
3. KEENAN, S. (1876). A Doctrinal Catechism, 3.ª ed., New York: Catholic Publishing House, p. 173-174; (Imprimatur: John McCloskey, arcebispo de Nova Iorque. Edição americana revisada e corrigida com base no Concílio do Vaticano I).
4. DOYLE, W. J. (1851). An Abridgment of the Christian Doctrine, Dublin: Published by James Duffy, chap. VIII, p. 56; (esta obra foi originalmente escrita pelo Rev. Henry Turberville em 1645, Douay - France, e, revisada pelo Rev. James Doyle).
5. GIBBONS, J. (1880). The Faith of Our Fathers: Plain Exposition and Vindication, 16.ª ed., Baltimore: Published by John Murphy & CO., chap. VIII, p. 111; (James Gibbons, arcebispo de Baltimore).
6. James Gibbons, Catholic Mirror, (Sept, 23, 1893), Press: Baltimore, Maryland, p. 29-31.
7. SÉGUR, L. G. (1868). Plain Talk About the Protestantism of To-Day, Boston: Patrick Donahoe, p. 225; (Imprimatur: Joannes Josephus, episcopus of Boston).
8. Quoted in: HAYNES, B. C. (2005). From Sabbath to Sunday, Review and Herald Pub Association, chap. 4, p. 47.
9. Thomas Aquinas. (1702). Summa Theologica, part. II, q. 122, art. 4; (New York: Benzinger Brothers, Inc., 1947).
10. Eusebius's Commentary on the Psalms (Psalm 92: A Psalm or Song for the Sabbath-day). Too in: Migne's Patrologia Graeca, vol. XXIII, col. 1171-1172.
11. Gaspare [Ricciulli] de Fosso, pronunciamento na 17.ª Sessão do Concílio de Trento (18 de janeiro de 1562). In: MANSI, Sacrorum Conciliorum, vol. 33, cols. 529-530. Quoted in: Nisto Cremos. (2003). 7.ª ed., São Paulo: CPB, cap. 19, p. 347-348; McCLINTOCK, J. (1855). History of the Council of Trent, New York: Harper & Brothers, book, IV, chap. III, p. 298.
12. KEATING, K. (1988). Catholicism and Fundamentalism: The Attack on "Romanism" by "Bible Christians", San Francisco: Ignatius Press, p. 38; (Nihil Obstat: Rev. Msgr. Joseph Pollard, S.T.D., censor librorum. Imprimatur: Most Rev. Roger Mahony, archebishp of Los Angeles).
13. LAUX, J. J. (1936). Course in Religion for Catholic High Schools and Academies, vol. I, New York: Benzinger Brothers Inc., p. 51.
14. Commandments of God. (1913). The Catholic Encyclopedia, vol. IV, New York: The Encyclopedia Press, Inc., p. 153a; (Nihil Obstat: Remy Lafort, S.T.D., censor. Imprimatur: John Cardinal Farley, archbishop of New York).
15. O'Brien, J. A. (1974). The Faith of Millions: The Credentials of the Catholic Religion, revised edition, Huntington: Our Sunday Visitor Inc., p. 400-401; (Imprimatur: Leo A. Pursley, bishop of Fort Wayne-South Bend).
16. ECK, J. (1979). Enchiridion of Commonplaces Against Luther and Other Enemies of the Church, 2.ª ed., vol. 8, Grand Rapids: Baker, p. 13. Too in: WEBER, M. (2002). Desecration, Danger, Deliverance: What the Bible Really Says About the Rapture, Review and Herald Publishing Association, p. 109; Nisto Cremos. (2003). 7.ª ed., São Paulo: CPB, cap. 19, p. 347.
17The Clifton Tracts, 1856, vol. IV, New York: Edward Dunigan & Brother, p. 3-15; (sancionado pelo bispo de Clifton, cardeal Wiseman e, aprovado pelo Rev. John Hughes, arcebispo de Nova Iorque).

22 de set. de 2012

Fé, Graça e Lei


‘’Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.’’ (Ef 2:8-9)


                 Quando o homem desobedeceu ao Senhor no Éden, Deus prometeu um Redentor (Gn 3:15). Um médico que daria a cura para o pecado, daria o remédio para a rebeldia e dureza dos corações. Este mesmo Médico traria o antídoto para as iniqüidades e transgressões, e a cura era o próprio sangue deste Médico.
                O sangue de Jesus permitiu que o ser humano fosse salvo pela graça, bastando crer para justificação. Isso não se limitou ao período da vida de Jesus ou a partir de sua morte, pois a graça do sangue do Cordeiro já salvava pela fé muito antes da morte do Mesmo. Hoje temos fé na obra já consumada, antes os servos de Deus tinham a fé numa obra ainda a se consumar.
               Talvez o maior exemplo disso seja Abraão, a Bíblia diz que ’ creu Abraão em Deus, e foi-lhe isso imputado como justiça, e foi chamado o amigo de Deus. ¹ ‘’ A fé justificou Abraão muitos anos antes da morte de Cristo na cruz.
               Paulo é claro ao dizer que ‘’nenhuma carne será justificada diante de Deus pelas obras da lei. ’’² A Lei não pode dar justiça, antes pela Lei vem o conhecimento do pecado, então do mesmo modo que Deus salvava no Velho Testamente, Ele salva no Novo Testamento, a saber, pela graça mediante a fé. Esse foi o modo que Deus achou para salvar a humanidade da condenação: a sua graça, o seu favor que não merecemos (Sl 13:5). Não há nada que possamos fazer para merecermos a salvação, nada que possamos fazer para compensar a nossa redenção.
                Então qual é a importância da Lei para o verdadeiro servo de Deus? Lembramos sempre de Abraão, servo de Deus, quando vamos falar de fé ou justificação pela fé, mas não lembramos de Abraão quando vamos falar da sua obediência a Lei de Deus, pois a Bíblia é clara ao dizer:
“Abraão me obedeceu e guardou meus preceitos, meus mandamentos, meus decretos e minhas leis”.³               A Bíblia é clara ao mostrar que a salvação e santificação, que sem a qual ninguém verá a Deus (Hb 12:14), dependem de dois aspectos: a fé, que deve gerar por consequência a obediência, mas ambos os aspectos só são viáveis por causa da existência da Graça. A fé te permite entrar para a família de Deus, a obediência faz com que você permaneça nela. A Lei do Senhor é o que nos permite saber o que o Dono da casa quer de nós que somos forasteiros, ela é uma corrente de dez elos, se nós rompermos um destes elos, romperemos toda esta corrente (Tg 2:10-11).
              Nós quando aceitamos a Cristo, observamos o primeiro aspecto da salvação, a saber, a fé. Ao passar do tempo, vamos buscando entender o que este Salvador e Senhor quer de nós e passamos a praticar o segundo aspecto da salvação, a obediência. Ao olharmos para o primeiro aspecto vemos que é fácil, de certa forma, crer na obra de Cristo para nos salvar, o difícil é observar o segundo aspecto, a odediência, por que constantemente queremos fazer o que é errado, temos uma natureza dentro de nós que luta contra o Espírito de Deus, querendo fazer o que é errado perante os olhos do Senhor. O Apóstolo João diz em 1 Jo 3:4 que pecar nada mais é do que quebrar a Lei de Deus. Muitas vezes somos levados por nós mesmos a fazermos o que é mal, ou seja, o pecado, e não conseguimos praticar com perfeição o segundo aspecto da salvação, mas isto não deve ser desesperador. Nenhum homem conseguiu nunca pecar, apenas Jesus (Hb 4:15); e ele nos disse para guardamos os Mandamentos (Jo 15:10). Mas seria uma ordem injusta? Seria uma tarefa impossível? Ai depende do ângulo em que você está olhando. Quando pensamos que obedecer a Deus observando os mandamentos nada mais é do que cumprir regras a todo custo, ai sim será uma tarefa impossível. Mas quando antes de tudo, amamos o Criador, tudo passa a fazer sentido e a obediência passa a ser natural, por que amamos a Deus e não queremos fazer o que magoa o Seu coração. Embora pequemos, o arrependimentos nos trará de volta à corrida da obediência.
                 Citei Abraão. A Bíblia conta que Abraão mentiu dizendo que Sara não era sua esposa 
(Gn 12:12-13). Mas ainda assim a Bíblia relata posteriormente que Abraão guardou os mandamentos de Deus e a sua Lei (Gn 26:5). A Bíblia mentiu então? Não! Então se a Bíblia diz que Abraão mentiu, mas depois diz que Abraão guardou os Mandamentos de Deus, então é possível, mesmo para mim e para você, sermos considerados por Deus como ‘’guardadores dos seus mandamentos’’ mesmo falhando em guardá-los às vezes, como Abraão, mas sempre tendo em visto o arrependimento.
                   Vejamos outro exemplo. A Bíblia nos mostra que o rei Davi fez algo muito errado; cobiçou a mulher do próximo, se deitou com ela, a engravidou e mandou o marido dela para frente de batalha para morrer na guerra. Isto está relatado em II Sm 11. Mas ainda assim a Bíblia, posteriormente, fala algo sobre Davi, veja: ‘’ [...] você não tem sido como o meu servo Davi, que obedecia aos meus mandamentos e me seguia de todo o coração, fazendo apenas o que eu aprovo. ’’ (1 Re 14:8). Humanamente falando, eu pelo menos nunca cometi um pecado tal feio quanto o de Davi, mas para Deus isso não tem diferença. E se Deus disse que Davi guardava os Seus mandamentos, mesmo tendo ele feito o que fez, será que não há esperança para mim e para você? Claro que há. Deus sabe que a humanidade tende a ser pecadora, por isso Ele estabeleceu o poder do arrependimento, que nos leva de volta a Deus para sermos obedientes.
                     Quando o Apóstolo Paulo foi questionado sobre o que se deve fazer para ser salvo, ele respondeu: ‘’ Crê no Senhor e serás salvo, tu e a tua casa. ’’ (At 16:31). Porém quando Jesus foi questionado sobre o que se deve fazer para obter a vida eterna ele respondeu: ‘’[...] Se queres entrar na vida eterna, obedeça aos Mandamentos. ’’ (Mt 19:17) Mas uma vez vemos fé e obediência.
                   O Apóstolo Paulo, na Carta de Romanos no capítulo 3, trata bastante sobre justificação pela fé. Ele deixa claro que a fé nos justifica perante Deus e que pela Lei ninguém será justificado. No último versículo ele dá uma seguinte declaração em forma de questionamento: ‘’Anulamos a lei pela fé? De maneira nenhuma. Pela fé confirmamos a lei. ’’ Ou seja, guardar os mandamentos de Deus deve ser confirmação da fé que você teve. Obedecer a Deus é obra da transformação e não contrário. Obedecer não gera justificação, mas justificação deve gerar obediência.
                   O cristão não deve ser escravizado, regido e nem guiado pela Lei. Deve ser guiado pelo Espírito por sobre esta lei (Gl 5:18). A meu ver, a Lei é como um lago gigantesco, nós podemos tentar atravessa-lo nadando, ou seja, com nossas próprias forças, mas nunca iremos conseguir, pois é impossível; porém quando entramos no ministério do Espírito deixamos de tentar atravessar este lago nadando, e o Espírito nos faz andar sobre ele; pode até demorar um pouco, ser exaustivo, mas dá pra atravessar. A única coisa que mudou com isto foi o estado entre o cristão e o lago (lei), antes de receber o ministério do Espírito, o cristão estava no lago (na lei), tentando vence-lo com suas forças; agora que entrou no ministério do Espírito, o cristão esta andando sobre o lago (sobre a lei). Tendo apenas a preocupação de ser guiado acima da lei por este Espírito de justiça. Mas ainda que o cristão não esteja mais no lago (na lei), ele permanece caminhando em cima dele, ou seja, ela (lei) não é guia de vida, mas é regra de fé. Guia só o Espírito de Cristo.
                    Paulo diz o seguinte em Rm 6:15 ‘’[..] pecaremos por que não estamos debaixo da lei e sim da graça? De maneira nenhuma!’’ Visto que pecar é quebrar a Lei (1 Jo 3:4), não vamos ignorar a lei de Deus por que estamos debaixo da graça.
                    O ser humano precisa entender que a fé não dá liberdade à desobediência. A graça salva mediante fé, a obediência te faz ter paz com Deus e pronto para a salvação. A fé, a graça e a Lei na verdade não estão separadas, são uma coisa só.


¹ Tg 2:23 (ACR)
² Rm 3:20 (ACR)
³ Gn 26:5 (NVI)

Leia a Bíblia!

                  Para você que gosta de ler a Bíblia em várias versões, para estudar, ou talvez trabalhar em cima de uma pregação, vão ai alguns bons links de boas traduções da Bíblia, aproveite!




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20 de set. de 2012

O Sábado no Novo Testamento


‘’ Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.’’ (2 Tm 3:16-7)

                    Quanto já se ouviu sobre o Sábado no Novo Testamento? Muitas denominações eclesiásticas afirmam que pelo fato de não haver ordenança para a guarda do Sábado no Novo Testamento é desnecessária a sua observância. Uns afirmam que a Igreja neo-testamentária não se foca na guarda do Sétimo Dia. Será mesmo? Vemos a ordem para a guarda do Sábado no Novo Testamento? Sim, vemos! Mas não claramente como vemos no Velho. No N.T. vemos, mas de maneira implícita. Antes de nos focarmos no Sábado no Novo Testamento vamos entrar em uma questão de bom senso. Certas ordenanças do Velho Testamento não são vistas no Novo Testamento. Será isso carta branca para que possamos praticá-las? Por exemplo, a ordem para não dizer o nome do Senhor Deus em vão não se encontra no Novo Testamento, mas encontramos no Velho (Ex 20:7), bem como a proibição do casamento entre irmãos (Lv 18:9). Semelhantemente não encontramos, claramente, a proibição de ter ralações sexuais com animais (Ex 22:19; Dt 27:21), da mesma sorte não encontramos a ordenança do Dízimo, claramente para os gentios no Novo Testamento. Estas entre outras ordenanças não são encontradas no Novo Testamento, mas será isso permissão para fazermos o que quisermos? Claro que não! A resposta está na própria Bíblia. Em 2 Tm 3:16-17, Paulo mostra qual é uma das melhores maneiras para o servo de Deus ser perfeito,a saber, o aprendizado das Escrituras. O mais leigo dos leitores bíblicos vai entender que o termo Escrituras faz alusão ao Velho Testamento, mas na época de Paulo não havia ainda a separação de Velho e Novo Testamento, de fato o Novo Testamento nem fora escrito totalmente ainda. Paulo está dizendo que o Velho Testamento que conhecemos hoje é proveitoso para ensinar e tornar o servo de Deus perfeito. Vemos nos versículos 14 e 15 do mesmo texto o seguinte conselho de Paulo: ’’ Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste [...], e que desde a tua meninice conheces as Sagradas Escrituras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus.’
                   Paulo aconselha Timóteo a permanecer nas Escrituras, isto é, nos ensinamentos do Velho Testamento. Nisto podemos ver a proibição do casamento entre irmãos, de falar o nome de Deus em vão, a ordenança do Dízimo e a guarda do Sábado, entre dezenas de coisas. Aquele que diz viver apenas o Novo Testamento e considera ordenanças que não estão no N.T pecado, é hipócrita!
                 Agora para voltar ao Sábado no Novo Testamento, antes precisamos entender umas coisas. Quando Deus deu a Lei a Moises, Ele ordenou a Moises que escrevesse tudo em um livro e entregou a Moises duas tábuas de pedra que continham os 10 Mandamentos do Senhor escritos pelo dedo do próprio Deus (Ex 31:18; 32:16). Focando-se nos mandamentos escritos pelo dedo de Deus e colocados dentro da Arca, podemos entender a importância que Deus deu a estas Dez Palavras. Quando entendemos quais são os mandamentos de Deus e a importância que Deus sempre deu a eles, o que pensamos quando vemos no Novo Testamento estas seguintes passagens?

1 Jo 5:3 ‘’Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são pesados.‘’

1 Jo 2:3 ‘’E nisto sabemos que o conhecemos: se guardarmos os seus mandamentos.’’

1 Jo 5:2 ‘’ Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus, quando amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos.’’

1 Co 7:19 ‘’A circuncisão é nada e a incircuncisão nada é, mas, sim, a observância dos mandamentos de Deus.  ‘’

1 Jo 3:22 ‘E qualquer coisa que lhe pedirmos, dele a receberemos, porque guardamos os seus mandamentos, e fazemos o que é agradável à sua vista.’’

1 Jo 2:4 ‘ Aquele que diz: Eu conheço-o, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade.’’

                      A Bíblia é clara ao se tratar dos Mandamentos de Deus. Todos eles devem ser observados. Era assim no Velho Testamento e é assim no Novo Testamento. Há também um aspecto muito importante a se tratar em relação ao Sábado no N.T. Os primeiros anos do cristianismo, relatados pela Bíblia, parecem ser, de certa forma, ligados ao Sábado. ( Lc 23:56 ; At 13:42-44 ; At 16:13 ; At 18:2-4 ) Tanto judeus como gentios se reuniam aos sábados para os serviços religiosos. Ao lermos isto, será que não poderíamos entender que a guarda do Sábado era presente no primeiro século da era cristã? Responda isso no seu coração!
                      Ao falarmos sobre o Sábado no Novo Testamento, sempre chegaremos a seguinte pergunta: ‘’Se o cristão hoje deve observar o Sábado, por que não é encontrada esta mesma ordenança nas cartas, por exemplo?’’ O primeiro ponto é que para Deus não há esta diferença entre Velho Testamento (Escrituras hebraicas) e Novo Testamento (Escrituras gregas), foi uma separação feita pelo homem para que pudéssemos entender quais livros foram escritos antes e quais foram escritos depois de Cristo. A Bíblia é e sempre será uma só (2 Tm 3:16). O segundo ponto é que os ensinamentos bem como a pregação do evangelho não se davam apenas por uso de cartas. Eram transmitidos nas casas e nos templos pela boca dos servos de Deus (At 5:42). As cartas em si foram enviadas para tratar de assuntos,questionamentos e adversidades que se levantaram sobre as congregações eclesiásticas.
                    Nunca foi plano dos Apóstolos basearem todo o Evangelho de Cristo apenas nas cartas. Então por este motivo, muitas das doutrinas do Velho Testamento não são encontradas nas Cartas do Novo Testamento. Mas nem por isso as Escrituras são inúteis. Pelo contrário, sãoproveitosas para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra. (2 Tm 3:16-17) O Apóstolo Paulo aconselha a Timóteo a permanecer naquilo que ele(Timóteo) conhecia desde criança,isto é, nas Sagras Escrituras.(2 Tm 3:14-15) Ou seja, as Escrituras Sagradas, que como sabemos que representa o Velho Testamento que conhecemos hoje, são úteis, instruem em justiça e fazem o servo de Deus sábio para salvação. Esta é a importância das Escrituras para o cristão. E que importância deveria ter o Sábado para o cristão? Bem, Deus santificou e abençoou o dia de Sábado (Gn 2:2-3; Ex 20:11). Será que o dia deixou de ser santo? Se de fato deixou, por que deixou? A Bíblia fala algo sobre a ‘’dessantificação’’ do Sábado? Note que o meu assunto em questão não é qual povo deveria guardar o Sábado ou não ou em qual época, o assunto em questão é do dia em si, que em si é santo por vontade divina na criação. Logo, se Gênesis fala que o Sábado (Sétimo Dia) é santo, e a Bíblia, posteriormente não fala que o Sábado perderia a sua santidade, mas só confirma, por que ele não seria mais digno de honra como Deus disse que era? (Is 58:13)
                      Da santidade do Sábado na criação, surgiu a ordem para santificá-lo e não da ordem para santificá-lo surgiu a santidade do Sábado. Ou seja, ele não é santo por que Deus mandou santifica-lo, Deus mandou santifica-lo por ele é santo. E isto foi ensinado aos cristãos mesmo não havendo este ensinamento nas cartas, pois já expliquei o porquê de tantas doutrinas não estarem nas cartas. 

Um detalhe muito importante é o aviso de Jesus que se encontra em Mt 24:20; Jesus disse: ‘’ Orai para que a vossa fuga não aconteça no inverno nem no sábado; ’’. Jesus está tratando da destruição de Jerusalém por Tito de Roma, efetuada 40 anos depois desta frase que ele pronunciou, isto é, no ano 70 d.C. Seria muito perigoso ter que fugir em um dia de Sábado, pois eles precisariam de mantimentos ‘’não planejados’’ já que a destruição viria de surpresa, e não poderiam comprar por que no Sábado não poderiam fazer nenhum tipo de negócio ou obtenção de trabalho servil, e/ou por que seria muito mais fácil serem destruídos, pois estariam reunidos todos em um mesmo lugar e indefesos. Porém se os judeus são justificados da mesma maneira que os gentios, sendo que é dito (erroneamente) que os gentios não precisam guardar o Sábado, logo os judeus também não, pois Pedro é claro ao dizer ‘’Mas cremos que seremos salvos pela graça do Senhor Jesus Cristo, como eles (os gentios) também. ’’¹ Não entendo, então, por que este alerta de Jesus sendo que só ocorreria cerca de 40 anos depois da sua morte, ou seja, muitos apóstolos já estariam mortos e a justiça de Deus pela fé, já estaria muito bem pregada pelo mundo e os judeus já saberiam que não precisariam guardar o Sábado. A não ser que seja provado que eram pregados dois evangelhos diferentes, um para o judeu e outro para o gentio, e dois planos de salvação diferentes, um para o judeu e outro para o gentio, sendo que em um evangelho havendo a guarda do Sábado e no outro não; fica claro então que o Novo Testamento defende o Sábado para todos. É claro que não existem dois evangelhos diferentes, uma para judeu e outro para gentio. Deus é o mesmo Deus de todos. Então se Jesus disse que os judeus continuariam a guardar o Sábado 40 anos depois de sua morte, é por que os gentios também devem guardar dois mil anos depois de sua morte, caso contrário seria o mesmo que pregar que Deus é Deus de discriminação, que prega um evangelho para um povo e outro evangelho para outro.
                   O Apóstolo Tiago diz que aquele que tropeça em um ponto da Lei, torna-se culpado de quebrar todos. Ai você se pergunta: ‘’Qual lei?’’ Bom. Vamos entrar agora em um pequeno estudo sobre as referências de Lei no Novo Testamento.

- Lei no Novo Testamento.

                     Muitas vezes vemos no Novo Testamento referências sobre Lei. O comum é se entender que Lei sempre deve ser interpretada como um todo. Mas é algo errado. A lei é sim um todo, mas nem sempre pode ser interpretada como se ela toda fosse o assunto em questão em determinados versículos. Não entendeu? Vamos lá! Na carta de Paulo aos romanos, vemos uma citação sobre lei, vejamos.

Rm 7:7 ‘’Mas eu não conheci o pecado senão pela lei; porque eu não conheceria a concupiscência, se a lei não dissesse: Não cobiçarás. ’’ 

                  Aqui, claramente Paulo chama um item dos 10 Mandamentos de Lei, a saber, o 10° mandamento. Vamos ver mais! Na carta de Paulo aos Gálatas, vemos outra citação sobre a lei, mas desta vez é diferente:

Gl 4:21-22 ‘’Dizei-me, os que quereis estar debaixo da lei, não ouvis vós a lei?
Porque está escrito que Abraão teve dois filhos, um da escrava, e outro da livre. ‘’

                   Aqui Paulo claramente chama o Livro de Gênesis de Lei, embora o Livro de Gênesis não contenha, tecnicamente, o Sistema de Legislação instituído por Deus, e a história de Abraão se encontra no Livro de Gênesis. Mas vamos ver mais. Continuando na carta aos Gálatas, vamos ver mais citação de lei.

Gl 6:2 ‘’ Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo.

                Aqui, Paulo chama os ensinamentos do nosso Senhor Jesus Cristo de lei. Não se referindo a qualquer sistema de legislação que Jesus tenha instituído, mas sim aos ensinamentos do mesmo. Na carta de Paulo aos coríntios, vemos outra citação sobre Lei, vejamos:

1 Co 14:21‘’Está escrito na lei: Por gente de outras línguas, e por outros lábios, falarei a este povo’’  

                 Paulo faz uma referência ao Livro de Isaias ( C 28;v 11), chamando tal Livro de lei. Embora Isaias nem constitua o Pentateuco (Os 5 Livros de Moises. Gênesis - Deuteronômio). Entendeu agora? Nem sempre que o Novo Testamento fala de Lei, se refere a Lei como um todo, embora a Lei em si seja uma totalidade. Mas às vezes pode significar apenas os 10 Mandamentos, bem como pode significar o Velho Testamento (As Escrituras), bem como ensinamentos elevados a status de lei, ou seja, ensinamentos elevados a tal importância que podem ser considerados ‘’lei’’. Ou seja, precisamos do contexto para saber o que ‘’Lei’’ irá significar. Visto isso, voltemos a Tiago. Na sua única carta,vemos no capítulo 2 versos 10 e 11 o seguinte :

Pois quem guardar os preceitos da lei, mas faltar em um só ponto tornar-se-á culpado de toda ela.Porque aquele que disse: Não cometerás adultério, disse também: Não matarás. Se, pois, matares, embora não tenhas cometido adultério, tornas-te transgressor da lei. ’’

                   Lembrando sempre que precisamos do contexto para entender a que o escritor se refere quando diz Lei, podemos ver claramente que Tiago está se referindo aos 10 Mandamentos. Pois não matar e não adulterar são itens do Decálogo (Os 10 Mandamentos). Podemos entender Tiago dizendo assim: ‘’Aquele que quebra um dos mandamentos torna-se culpado de quebrar todos. ’’ É ou não é para guardar o 4° mandamento? Tiago mostra que se você não trai a sua esposa ou o seu marido, mas não guarda o Sábado, é como se traísse o seu cônjuge. Se você não adora ídolos, mas adultera, é como se você tivesse outros deuses perante o Senhor. A Bíblia é clara! Quem quebra um quebra todos. Será que a humanidade está perdida então? Vamos estudar sobre isso em outro tópico. (Fé, graça e Lei)

¹ Atos 15:11

Entendendo Colossenses 2:16 à luz das Escrituras


ENTENDENDO COLOSSENSES 2:16 À LUZ DAS ESCRITURAS

       
             Este texto, em se tratando de guarda do Sábado, é o maior causador de confusão, pois a ‘’olho nu’’ claramente parece que Paulo isenta o cristão de guardar o Sábado. Mas ‘’olho nu’’ perante a Bíblia Sagrada é um risco grande a se correr; talvez por isto existam tantas religiões e congregações cristãs no Brasil e no mundo. Uma congregação considera errado a mulher cortar o cabelo curto, outra considera errado doar sangue, outra, por sua vez, considera errado a mulher usar  maquiagem, outra considera o Sábado um dia santo, outra considera o Domingo um dia santo, uma pensa que Jesus vai voltar de um jeito, outra pensa que vai voltar de outro jeito, enfim. São muitas religiões e congregações com pensamentos diferentes, o único bem em comum é a Bíblia Sagrada, porém interpretada de diversas maneiras. Quem tem a razão? Estes ou aqueles? Na verdade, eu considero que o mundo religioso de hoje não permite que você não estude a Bíblia Sagrada a fundo, pois se há tantas denominações religiosas baseadas na Bíblia Sagrada, como saber que a sua não é só mais uma dentre tantas? Como saber se a sua é a ideal? É claro que com um dedicado estudo bíblico, pois Deus revela a verdade a quem a busca. Lembre-se de que devemos conhecer a verdade, para depois a verdade nos libertar. E só conheceremos a verdade se nós estudarmos, com o auxilio do Espírito, a Palavra de Deus.


Nós precisamos entender Cl 2:14-17 à luz do seu contexto e aspecto escriturístico exegético e hermenêutico. Para que fique claro, esta passagem não está abolindo a guarda do Sábado. Por que não? Vamos ver:

''Havendo riscado o escrito de dívida que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-o na cruz.'' (v 14)
Paulo começa argumentando o tema dizendo que são ordenanças e que foram cravadas da cruz. Bom, em primeiro lugar, o Sábado começou na criação (Gn 2:1-3; Ex 20:11); se ele começou na criação, onde não tinha pecado, não pode ser cravado na cruz; pois a cruz veio como solução para o problema que é o pecado. Não há cabimento algum na afirmação de alguns apologistas, que dizem que o Sétimo dia da criação não é o mesmo Sábado do decálogo, isto é um absurdo tremendo, pois na justificativa que Deus dá para o guarda do Sétimo dia, Ele diz: ''Porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o SENHOR o dia do sábado, e o santificou.'' (Ex 20:11); se isto ai não for Criação, eu não sei mais o que é criação. Na tentativa de ''arrancar'' da Bíblia justificativas para tal pensamento, muitos afirmam que o fato de não ser mencionado ''e houve tarde e manhã, o sétimo dia'', é ponto claríssimo para provar que o Sábado não começou na Criação. Porém, tais apologistas esquecem que o termo hebraico ''Yom'' que quer dizer ''dia'', sempre se refere a um período específico de um dia inteiro de ''tarde e manhã'' quando é adicionado a ele um numeral, neste caso, Sétimo (Gn 2:3). Mas vamos seguir com Paulo: 

''Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, 'Que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo.'' (v 16-17)

Nesta passagem Paulo pode sim estar se referindo ao Sábado semanal, ao contrário do que muitos pensam no até no meio adventista, o pensamento de que Paulo trata dos sábados cerimoniais paira sobre muitas cabeças, adventistas e não adventistas, como Adam Clark, teólogo não adventista. Entretanto o Sábado semanal não pôde ser cravado na cruz, por que começou na criação, ou seja, não era cerimonial para ser cumprido em Cristo, era e é mandamento moral. 

O primeiro ponto é que Paulo não está tratando da guarda de dias, o contexto não é este, o contexto é o escrito de dívida que era sombra das coisas futuras. Paulo está tratando de cerimônias onde comidas e bebidas eram servidas, cerimonias que se cumpriram em Cristo, como os sacrifícios de animais. Compare com Hebreus 10:1: '''Porque tendo a lei a sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas, nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem cada ano, pode aperfeiçoar os ofertantes. '' Claramente ele atribui ''sombras'' às cerimônias sacrificais (ver Hb 9:9-11). 

O segundo ponto é a trilogia que Paulo usa ''dias de festas, luas novas e sábados'', várias vezes usada no Velho Testamento, na mesma ordem ou inversa, esta trilogia faz referencia à festas anuais (dias de festas), mensais (luas novas) e semanais (sábados). Entretanto, esta trilogia nunca é ligada à guarda dos dias e sim de cumprimento de cerimônias, ou seja, sempre que essa trilogia é usada, nunca se refere a guarda de dias e sim de cerimônias solenes (Os 2:11, 1 Cr 23:31, etc). Sabemos que as festas fixas e as luas novas eram solenidades onde havia cerimônias, mas o que o Sábado tem a ver com isso? Vamos então ao Velho Testamento para entendermos quando começa essa trilogia? 

Número 28:9 diz o seguinte: '''Porém, no dia de sábado, oferecerás dois cordeiros de um ano, sem defeito, e duas décimas de flor de farinha, misturada com azeite, em oferta de alimentos, com a sua libação.''  O Sábado era especial tanto para Deus quanto para seu povo. No dia de Sábado, o cerimonial era diferente, ao invés de ser o cordeiro, e a décima de sempre, no Sábado era o dobro. Claramente, o Sábado do Sétimo dia, cerimonialmente, também tinha um aspecto especial (embora não houvesse este princípio, pois o seu princípio é moral).

Com este princípio, Davi quando foi estabelecer os turnos da Casa do Senhor (1 Cr 23), ele se preocupou em lembrar que o Sábado também deveria ser especial cerimonialmente, além de moralmente (ver Ec 12:13), assim como as festas fixas e as luas novas. Daí surgiu a trilogia ''dias de festas, luas novas e sábados''  (v 31). Davi conclui toda a arrumação dos turnos da Casa do Senhor, quando diz:'''E para oferecerem os holocaustos do SENHOR, aos sábados, nas luas novas, e nas festas fixas, segundo o seu número e costume, continuamente perante o SENHOR;''  Na declaração que iniciou esta trilogia (usada por Paulo), o contexto estava longe de ser a guarda de dias, tanto que Davi diz ''oferecerem holocaustos'', assim como Moisés ordenou que seriam diferentes no dia de Sábado (Nm 28:9-10). Davi estava atentando para isto, por isso ele disse ''o seu número e costume'', claramente lembrando das recomendações de Moisés acerca do Sábado cerimonialmente. Davi quando iniciou esta trilogia (semanal, mensal e anual) não estava tratando da guarda destas solenidades, e sim das cerimônias que acompanhavam estas solenidades. Este também é o pensamento de Paulo, vamos ver mais para frente.

Agora podemos entender por que Paulo chama de escrito de dívida, do grego ''Cheirografôn'', que era um documento de dívida onde alguém declararia pagar a dívida de alguém em certo prazo. Quando o homem pecou, Deus prometeu o Messias (Gn 3:15). Deus redigiu um  ''Cheirografôn'' que passaria a dívida para Ele e Ele mesmo pagaria em nosso lugar. Só que Paulo também afirma que o escrito de dívida (Cheirografôn) constava de ordenanças; após a Queda, Deus estabeleceu ordenanças que apontariam ou simbolizariam aquele dia no qual Ele mesmo pagaria a dívida. Estas ordenanças consentiam em ''prescrições que tratavam de comida e bebida e de várias cerimônias '' (Hb 9:10). Cerimônias estas que não eram deixadas de lado aos Sábados, pelo contrário, nos Sábados havia prescrições especiais. Neste sentido, o Sábado é abolido, no sentido cerimonial nele embutido, não nele essencialmente. 

Quando Paulo diz '''Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados,''  ele não está abolindo nem as festas e nem as luas novas como festivais sem fins cerimoniais (para o conhecedor da verdade); tanto que ele mesmo fazia questão de participar de algumas solenidades (At 20:16; 1 Co 16:8), do mesmo jeito que ele não aboliu a circuncisão sem fins cerimoniais ou legalistas, pois ele circuncidou a Timóteo (At 16:3). Ele está dizendo que aquelas cerimônias, onde comida e bebida eram servidas, quer fosse a Lua Nova, quer fosse as festas, quer fosse o Sábado, eram sombras da realidade que é Cristo. O Sábado semanal só é encontrado neste grupo, por que ele foi usado por Deus como um dia especial também para as cerimônias (Nm 28:9-19; 1 Cr 23) e não por que ele era cerimonial em si. 

Muitos tentam jogar tudo por terra com a afirmação de que o Sábado da Criação é diferente daquele do Decálogo. Mas, na minha opinião, isto é completamente ilógico. Quando Deus dá o mandamento do Sábado, Ele diz por que o deu, a saber: '''Porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o SENHOR o dia do sábado, e o santificou''. Pra mim isso ai é Criação! Que Deus queria dar o exemplo é claro em Ex 31:17, por que Deus não se cansa (Is 40:28). 


Este, além de ser um estudo meu, foi baseado numa resposta que eu dei a um amado irmão e amigo apologista da querida Assembleia de Deus.

Como controlar a raiva?

Por Leandro Quadros.


Estou muito irritado ultimamente. Como controlar a raiva?
A ira em si não é um pecado. O que a torna pecaminosa é o uso errado dela, ou seja, direcioná-la às pessoas ao invés de concentrá-la nos problemas“Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira” Efésios 4:26.
Este texto também ensina que alimentar a ira é pecado. Deste modo, além de não alimentar a raiva nos momentos de crise, para se sair bem de um momento de estresse terá que orar a Deus e exercitar o domínio sobre seu temperamento (Provérbios 29:11; Eclesiastes 7:9). Poderá fazer isso por que Deus coloca a sua disposição todo o poder dEle (ver Filipenses 4:13).
Quando vier a vontade de xingar, ore a Deus em pensamento, lembre de algum verso bíblico, de algum momento feliz que passou com alguém ou conte até dez (ou mesmo até cinqüenta),… Faça de tudo para não dar rédeas a seu impulso. No momento em que estiver mais “treinado” fará isto com facilidade.
Reavaliar sua ira também ajuda muito. Pergunte a si mesmo: “quais são as coisas que me deixam zangado? Por que estou assim?” Avaliando a origem do problema refletindo para encontrar soluções terá calma diante das circunstâncias negativas. Veja que importante conselho Deus dá a respeito disto: “Irai-vos e não pequeis; consultai no travesseiro o coração e sossegai.” Salmo 4:4.
Separe um tempo para conversar com as pessoas sobre os seus problemas. Fazendo isto, a ira não acumulará e poderá desabafar acerca do que está acontecendo. Para isto, é preciso que ambos (você e o cônjuge, por exemplo) adquiram o hábito de falarem francamente um com o outro e informar o momento em que a raiva está aquecida. Tal advertência feita no início pode ajudar a evitar que surja a discussão.
É possível controlar a ira; prova disto é o fato de que, quando estamos na frente de nosso chefe ou na companhia de alguém perante o qual não queremos ser envergonhados, “aprendemos” e “conseguimos” controlar nossas emoções. Irá depender de nosso desejo de fazê-lo. É nossa responsabilidade adquirir o domínio sobre nossas ações com o poder e ajuda do Espírito Santo (Gálatas 5:22, 23).

19 de set. de 2012

O Sábado através dos séculos






''Seca-se a erva, e cai a flor, porém a palavra de nosso Deus subsiste eternamente. ’’  (Is 40:8)


                 A Palavra do Senhor subsiste pelos séculos, pois Sua vontade é imutável. A história dá testemunho da perpétua vontade de Deus. Neste tópico vou mostrar como mandamento do Sábado subsistiu pelos séculos, com citações de livros, artigos e argumentos. Vejamos:


SÉCULO I

“Quase todas as igrejas no mundo celebram os sagrados mistérios [da Ceia do Senhor] no sábado de cada semana.” Socrates Scholasticus, Eccl. History

“Então a semente espiritual de Abraão [os cristãos] fugiram para Pela, do outro lado do rio Jordão, onde encontraram um lugar de refúgio seguro, e assim puderam servir a seu Mestre e guardar o Seu sábado.” Eusebius’s Ecclesiastical History


SÉCULO II

“Os cristãos primitivos tinham grande veneração pelo sábado, e dedicavam o dia para devoção e sermões... Eles receberam essa prática dos apóstolos, conforme vários escritos para esse fim.” D. T. H. Morer (Church of England), Dialogues on the Lord’s Day, Londres, 1701

SÉCULOS II, III, IV

“Desde o tempo dos apóstolos até o Concílio de Laodicéia (364 d.C.), a sagrada observância do sábado dos judeus persistiu, como pode ser comprovado por muitos autores, não obstante o voto contrário do concílio.” John Ley, Sunday A Sabbath, Londres, 1640

SÉCULO III

“Pelo ano 225 d.C., havia várias dioceses ou associações da Igreja Oriental, que guardavam o sábado, desde a Palestina até a Índia.” Mingana Early Spread of Christianity

SÉCULO IV

“Na igreja de Milão (Itália), o sábado era tido em alta consideração. Não que as igrejas do Oriente ou qualquer outra das restantes que observavam esse dia, fossem inclinadas ao judaísmo, mas elas se reuniam no sábado para adorar a Jesus, o Senhor do sábado.” Dr. Peter Heylyn, History of the Sabbath, Londres, 1636

“Por mais de 17 séculos a Igreja da Abissínia continuou a santificar o sábado como o dia sagrado do quarto mandamento.” Ambrósio de Morbius

“Ambrósio, famoso bispo de Milão, disse que quando ele estava em Milão, guardou o sábado, mas quando passou a morar em Roma, observou o domingo. Isso deu origem ao provérbio: ‘Quando você está em Roma, faça como Roma faz.’” Heylyn, History of the Sabbath


“Eles [os cristãos] desprezam nosso deus do Sol. Zoroastro, o venerado fundador de nossas crenças divinas, não instituiu o domingo mil anos antes em honra ao Sol cancelando o sábado do Antigo Testamento? Os cristãos, contudo, realizam suas cerimônias religiosas no sábado.” O’Leary, The Syriac Church and Fathers

SÉCULO V

“Agostinho [cujo testemunho é mais incisivo pelo fato de ter sido um devotado observador do domingo] mostra que o sábado era observado em seus dias ‘na maior parte do mundo cristão’.” Nicene and Post-Nicene Fathers, série 1, vol. 1, págs. 353 e 354

“No quinto século a observância do sábado judaico persistia na igreja cristã.” Lyman Coleman, Ancient Christianity Exemplified, pág. 526

SÉCULO VI

“Neste último exemplo, eles [a Igreja da Escócia] parecem ter seguido o costume do qual encontramos vestígios na primitiva igreja monástica da Irlanda, ou seja, afirmavam que o sábado era o sétimo dia no qual descansavam de todas as atividades.” W. T. Skene, Adamnan’s Life of St. Columba, 1874, pág. 96

Sobre Columba de Iona: “Tendo trabalhado na Escócia por trinta e quatro anos, ele predisse clara e abertamente sua morte, e no dia 9 de junho, um sábado, disse a seu discípulo Diermit: ‘Este é o dia chamado sábado, isto é, o dia de descanso, e como tal será para mim, pois ele colocará um fim aos meus labores’.” Butler’s Lives of the Saints, artigo sobre “St. Columba”

SÉCULO VII

“Parece que, nas igrejas célticas primitivas, era costume, tanto na Irlanda quanto na Escócia, guardar o sábado... como um dia de descanso. Eles obedeciam literalmente ao quarto mandamento no sétimo dia da semana.” Jas. C. Moffatt, The Church in Scotland

Disse Gregório I, Papa de Roma (590-604): “Cidadãos romanos: Chegou a meu conhecimento que certos homens de espírito perverso têm disseminado entre vós coisas depravadas e contrárias à fé cristã, proibindo que nada seja feito no dia de sábado. Como eu deveria chamá-los senão de pregadores do anticristo?”

SÉCULO VIII

Índia, China, Pérsia, etc. “Abrangente e persistente foi a observância do sábado entre os crentes da Igreja Oriental e dos Cristãos de São Tomás da Índia, que jamais estiveram ligados a Roma. O mesmo costume foi mantido entre as congregações que se separaram de Roma após o Concílio de Calcedônia, como por exemplo, os abissínios, jacobitas, marionitas e armênios.” New Achaff-Herzog Encyclopedia of Religious Knowledge, artigo intitulado “Nestorians”

SÉCULO IX

“O papa Nicolau I, no nono século, enviou ao príncipe governante da Bulgária um extenso documento dizendo que se devia cessar o trabalho no domingo, mas não no sábado. O líder da Igreja Grega, ofendido pela interferência do papado, declarou o papa excomungado.” B. G. Wilkinson, Ph.D., The Truth Triumphant, pág. 232

SÉCULO X

“Os seguidores de Nestor não comem porco e guardam o sábado. Não crêem em confissão auricular nem no purgatório.” New Schaff-Herzog Encyclopedia, artigo “Nestorians” 

SÉCULO XI

“Margaret da Escócia, em 1060, tentou arruinar os descendentes espirituais de Columba, opondo-se aos que observavam o sábado do sétimo dia em vez de o domingo.” Relatado por T. R. Barnett, Margaret of Scotland, Queen and Saint, pág. 97

SÉCULO XII

“Há vestígios de observadores do sábado no século doze, na Lombárdia.” Strong’s Encyclopedia
Sobre os valdenses, em 1120: “A observância do sábado é uma fonte de alegria.” Blair, History of the Waldenses, vol.1, pág. 220


SÉCULO XIV

“Em 1310, duzentos anos antes das teses de Lutero, os irmãos boêmios constituíam um quarto da população da Boêmia, e estavam em contato com os valdenses, que havia em grande número na Áustria, Lombárdia, Boêmia, norte da Alemanha, Turíngia, Brandenburgo e Morávia. Erasmo enfatizava que os valdenses da Boêmia guardavam o sétimo dia (sábado) de uma maneira estrita.”
Robert Cox, The Literature of the Sabbath Question, vol. 2, págs. 201 e 202

SÉCULO XV

“Erasmo dá testemunho de que por volta do ano 1500 os boêmios não apenas guardavam estritamente o sábado, mas eram também chamados de sabatistas.” R. Cox, op. cit.
Concílio Católico realizado em Bergen, Noruega, em 1435: “Estamos cientes de que algumas pessoas em diferentes partes de nosso reino adotam e observam o sábado. A todos é terminantemente proibido – no cânon da santa igreja – observar dias santos, exceto os que o papa, arcebispos e bispos ordenam. A observância do sábado não deve ser permitida, sob nenhuma circunstância, de agora em diante, além do que o cânon da igreja ordena. Assim, aconselhamos a todos os amigos de Deus na Noruega que desejam ser obedientes à santa igreja, a deixar de lado a observância do sábado; e os demais proibimos sob pena de severo castigo da igreja por guardarem o sábado como dia santo.” Dip. Norveg., 7, 397

SÉCULO XVI

Noruega, 1544: “Alguns de vocês, em oposição à advertência, guardam o sábado. Vocês devem ser severamente punidos. Quem for visto guardando o sábado, pagará uma multa de dez marcos.” Krag e Stephanius, History of King Christian III

Liechtenstein: “Os sabatistas ensinam que o dia de repouso, o sábado, ainda deve ser guardado. Dizem que o domingo [como dia semanal de descanso] é uma invenção do papa.” Wolfgang Capito, Refutation of the Sabbath, c. de 1590

Índia: “Francisco Xavier, famoso jesuíta, chamado para a inquisição que foi preparada em Goa, Índia, em 1560, para verificar ‘a maldade judaica, a observância do sábado’.” Adeney, The Greek and Eastern Churches, págs. 527 e 528

Abissínia: “Não é pela imitação dos judeus, mas em obediência a Cristo e Seus apóstolos, que observamos este dia [o sábado].” De um legado abissínio na corte de Lisboa, 1534, citado na História da Igreja da Etiópia, de Geddes, págs. 87 e 88

SÉCULO XVII

“Cerca de 100 igrejas guardadoras do sábado, a maioria independentes, prosperaram na Inglaterra nos séculos dezessete e dezoito.” Dr. Brian W. Ball, The Seventh-Day Men, Sabbatarians and Sabbatarianism in England and Wales, 1600-1800, Clarendon Press, Oxford University, 1994

SÉCULO XVIII

Alemanha: “Tennhardt de Nuremberg adere estritamente à doutrina do sábado, por ser um dos dez mandamentos.” J. A. Bengel, Leben und Wirken, pág. 579
“Antes que Zinzendorf e os morávios de Belém [Pensilvânia] iniciassem a observância do sábado e prosperassem, havia um pequeno grupo de alemães observadores do sábado na Pensilvânia.” Rupp, History of the Religious Denominations in the United States
“Os abissínios e muitos do continente europeu, especialmente na Romênia, Boêmia, Morávia, Holanda e Alemanha, continuaram a guardar o sábado. Onde quer que a igreja de Roma predominasse, esses sabatistas eram penalizados com o confisco de suas propriedades, multas, encarceramento e execução.” Coltheart, pág. 26

SÉCULO XIX

China: “Os taiping, quando interrogados sobre a observância do sábado, responderam que, em primeiro lugar, porque a Bíblia o ensina, e, em segundo, porque seus ancestrais o guardavam como dia de culto.” A Critical History of Sabbath and Sunday

Hoje no Século XX temos no nosso Planeta, milhões de guardadores do Sábado. Deus não permitiu que ele fosse esquecido completamente pela humanidade. Muitas gerações observaram o Sábado como dia sagrado do Senhor. Como já analisado, o Sábado não surgiu com a Igreja Adventista do Sétimo Dia como muitos pensam. Surgiu como o próprio Criador. E seus filhos foram passando para a posteridade.